Tijolo Ecológico

A reciclagem dos rejeitos gerados pelas indústrias para uso como matérias-primas alternativas não é nova, e tem sido efetuada com sucesso em vários países, motivados principalmente pelo esgotamento das reservas confiáveis; conservação de fontes não renováveis; melhoria da saúde e segurança da população (ENBRI, 1994), a preocupação com o meio ambiente e a necessidade de compensar o desequilíbrio econômico provocado pela alta do petróleo, notadamente nos países onde há marcante escassez de matérias-primas.   

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A confecção de tijolos vem de encontro com esta proposta, sendo constituídos de solo, cimento e água, compactados em prensa hidráulica, permitem a adição de resíduos de diferentes origens, sem a perda de características essenciais. Ele difere-se do tradicional, pois dispensa a queima, não emite gases tóxicos para atmosfera. Outro fator importante é o seu design, pois o tipo modular reduz muito o valor da mão de obra e o tempo gasto na hora da construção. Além disso, como os tijolos são perfeitamente encaixados, eliminam o desperdício de cimento e ainda a necessidade de revestimento.

Sua utilização diminui o uso de madeira, eliminando a utilização das formas na confecção de vigas e pilares, que podem ser feitas dentro do próprio tijolo (FONSECA ET AL., 2014), pois eles apresentam furos em seu interior, onde são formadas câmaras de ar, que além de oferecem isolamento acústico e térmico, também favorecem a realização de toda a instalação hidráulica e elétrica em seu interior, contribuindo assim para a diminuição de resíduos gerados na obra.

Contudo, para a confecção dos tijolos ecológicos, além de solo, cimento e água, neste trabalho incorpora resíduos de diferentes origens, em porcentagens que variam de 0 a 40%, em substituição do solo diminuindo assim a quantidade da extração de recurso natural não renovável (STRAUCH e ALBUQUERQUE, 2008). Os resíduos sólidos utilizados foram escolhidos em função de suas características físicas e principalmente devido ao grande volume gerado em todo país, onde seu aproveitamento representa benefícios ambientais, uma vez que aumenta a vida útil de aterros sanitários, bem como benefícios econômicos, por transformar resíduos em matérias-primas.

Alunos das Faculdades: UGB – Centro Universitário Geraldo Di Biase; UFF - Universidade  Federal Fluminense; UVA – Universidade Veiga de Almeida; Confeccionaram Tijolos com fragmentos de dinheiro descaracterizado e sem valor, fornecido pelo Banco Central do Brasil, sendo uma alternativa além de econômica, também sustentável, com a orientação da Professora  Izabella Valadão. Os resultados obtidos no ensaio mostraram que quando adicionadas as cédulas em maior proporção, aumentam proporcionalmente a resistência.

De uma maneira geral, o comportamento mecânico dos tijolos ecológicos com adição de resíduos é positivo, possibilitando um novo destino para os resíduos em questão, preservando assim o meio ambiente.

Professora do Projeto: Izabella Valadão/ Apoio Técnico: Jorge Farias; Marco Valadão; Mayara L. Santos/ Professores Colaboradores: D.Sc. Felipe O. Vilela; M.Sc. Júlio E. P. Sena Maia; M.Sc. Renato Y. Betsuyaku/ Alunos: André de Oliveira Alves; Florisvaldo da Silva Bezerra; Francine N. Domingos; Gabriela M. G. Ferreira; Ivan F. de Oliveira; Izaque L. L. Queiroz; Juliana C. B. Silva; Karina N. P. da Silva; Laís de Oliveira Tinoco; Larissa de Andrade Leal; Mayane C. da Silva Valentim; Mayara Cristine G. e Silva; Natália Cobucci; Raylla R. de Almeida; Stéfane Bertolaccini; Thainara de Lima Fonseca; Thiago C. Martins; Thiago do Nascimento Soares; Tulane R. da Silva; Vanderson A. da Costa; Waldyr Ramos Junior. 

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